12 12UTC janeiro 12UTC 2009

AVISO

Ola pessoal,

 

Para aqueles que não conhecem ou gostaria de rever a primeira etapa de nossa viagem é só clicar em:

 

http://casalnaestrada.blog.terra.com.br

 

Foram sete meses do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

 

E para quem quiser acompanhar nosso retorno para casa, por falta de espaço, criamos o:

 

http://casalnaestrada3.blog.terra.com.br

 

 

 

 

 

criado por termac    9:40 — Arquivado em: Sem categoria

24 24UTC dezembro 24UTC 2008

DIARIO 45

DIÁRIO 45

 

Semana de 06/12 a 13/12/2008. Comemoramos nossos vinte e três anos de casados em Buenos Aires. Gostamos tanto da cidade que os dois ou três dias que passaríamos por aqui se transformaram em uma semana e mesmo assim foi pouco para tantas opções que ela oferece.

Antes de chegar, estávamos apreensivos com as informações que tínhamos sobre os campings. O mais próximo encontra-se a uns 50 km do centro de Buenos Aires e sendo cidade grande, nem pensar na hipótese de ficarmos em alguma praça ou parques.

No encontro que tivemos com o Martin, ele nos passou o endereço de um estacionamento no qual havia ficado e fez somente uma ressalva: os arredores é reduto de prostitutas e travestis. Pois bem, por $ 40 ficamos bem instalados com água, luz e segurança a 2 km do obelisco e a $ 10 de taxi até a Casa Rosada e quanto às prostitutas e travestis, nada de diferente do que se vê na av Atlântica no Rio de Janeiro.

 

Vamos ao diário então.

 

Essa semana foi bem diferente do habitual para quem está de motorhome. Fizemos dele o nosso hotel usando apenas como dormitório. Nada de camping e natureza. Cedo estávamos na rua e só retornávamos tarde da noite.

 

 

 

Aproveitamos bastante tudo o que uma grande metrópole pode oferecer.

A mistura da arquitetura moderna com a antiga bem conservada, as avenidas largas, as praças e parques, a limpeza e a vida noturna bem agitada nos encantou.

 

 

interior da Casa Rosada

interior da Casa Rosada

interior da Casa Rosada

interior da Casa Rosada

Contrariando a expectativa que o argentino seria um povo arrogante, achamos todos gentis e educados. Salvo alguns motoristas estressados que disputam cada palmo de asfalto em arrancadas, freadas bruscas e mão na buzina, não tivemos nada a reclamar.

 

 

 

 

 

 

No La Boca visitamos o estádio La Bombonera e Caminito.

 

 

olha o Maradona a�!!!!!

olha o Maradona aí!!!!!

 

 

Conhecemos a Buenos Aires para turistas num city tour e a Buenos Aires de quem mora na cidade mostrada pela prima Rosane e o marido Edson que já estão há 4 anos por aqui. Juntos, fomos a alguns restaurantes, cassinos, cafés, shoppings, etc.

 

 

A decoração natalina dos shoppings e avenidas está belíssima.

 

 

 

 

 

Pela internet descobrimos como chegar ao UNICENTER, um shopping enorme que fica nos arredores de Buenos Aires. Um ônibus de luxo faz o trajeto de ida e volta. O mais interessante. É de graça. E tem mais. Além de alguns cupons de desconto, o almoço com vinho e sobremesa também é gratuito. Achei que era uma pegadinha.

 

 

 

No trajeto conhecemos a catarinense Di e a paraibana France. Amigas, as duas têm filhos morando aqui e são apaixonadas pela cidade. Super divertidas. Rimos muito das estórias contadas por elas. Almoçamos e jantamos juntos outra vez e a cada encontro, mais risadas.

 

 

Fizemos a travessia sobre o Rio da Prata até Colônia, Uruguai no Buquebus. São três horas num enorme e confortável ferry, com direito a show de tango e free shopping.

 

 

E foi isso.

Sentiremos saudade desse país que nos cativou por sua beleza, o excelente vinho, sua saborosa carne e o delicioso sorvete.

 

 

Até breve, Argentina.

 

 

criado por termac    14:01 — Arquivado em: Sem categoria

7 07UTC dezembro 07UTC 2008

DIARIO 44 PARTE 1

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 44 PARTE 1

Sábado, 29/11/08. Trelew é um oásis na árida Patagônia.

Possui cerca de 90 mil habitantes e segue o padrão das cidades argentinas com as ruas e avenidas largas, limpas e grandes praças arborizadas.
Havíamos passado direto da entrada para Punta Tombo. Motivo???? 20 km de rípio. E sendo rípio, tô fora.
Alugamos um carro, fizemos supermercado, reabastecemos nossa adega e voltamos 120 km para ver pingüins em Punta Tombo.

Agora sei porque não havia pingüins nas outras pinguineiras. Estão todos aqui.

Milhares a perder de vista. As mães cuidando dos filhotes e os pais circulando por toda parte.

Domingo, 30/11/08. Confirmamos o que falou Pedro, gerente da locadora, “Trelew apesar de agradável, é morta aos domingos.”
Rodamos 62 km até Puerto Madryn e nos sentimos em pleno verão carioca. Domingão de sol, mar azul, muita gente caminhando, andando de bicicleta, jogando bola ou praticando esporte náutico.

 
Ficamos bem localizados no camping ACA ($ 38).

Fizemos também uma caminhada e mais tarde reencontramos os amigos Martin e Tânia de Floripa que estão descendo de motorhome para Ushuaia.

Martin, como já disse antes, é o argentino mais brasileiro no mundo.
Jantamos no El Náutico. Melhor que a comida e o vinho, foi o bate-papo e as dicas na Argentina, principalmente para Buenos Aires, passada por eles.

 

criado por termac    23:18 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 44 PARTE 2

Continuação

Segunda, 01/12/08. Mais um carro alugado e rodamos 100 km para ver as baleias em Puerto Pirámides na Península Valdés. Cruzamos com 19 motorhomes de vários tamanhos e diversas nacionalidades européias, vindo da península.

Mesmo com poucas baleias (a temporada delas na região está acabando), é emocionante ver aquele bicho enorme saltando no mar bem perto de nós.

Disse-me o guia, que no mês de setembro, chega a 600 o número de baleias na região.

Visitamos também uma pequena colônia de lobos marinhos.

De volta a Puerto Madryn, jantamos com o Martin e a Tânia no restaurante Ambigú.

Terça, 02/12/08. Mais um momento difícil na vida de um viajante. A hora das despedidas. Após um “até logo” e um forte abraço no Martin e na Tânia, estacionamos no centro onde havia uma rede de wi-fi, colocamos o blog no ar, almoçamos e seguimos viagem.
A paisagem patagônica aos poucos vai ficando para trás.

 

Próximo a Viedma, província de Rio Negro, voltamos a ver o “verde” nas grandes áreas cultivadas.
Rodamos 450 km e pernoitamos num posto YPF em Carmem de Patagônias.

Quarta, 03/11/08. Mais um dia de estrada. Pretendíamos chegar a Mar del Plata, mas o grande número de caminhões na região de Três Rios nos obrigou a diminuir o ritmo e pernoitar em Necochea. Essa região é grande produtora de trigo e está no período da colheita.

Enquanto dirigia, lembrava dos estrangeiros com os quais tivemos contato e que nenhum irá ao Brasil, principalmente por receio com a violência. Lembrei também que nenhum, repito, nenhum nunca ouviu falar nos Lençóis Maranhenses. As pessoas que tiveram oportunidade de assistir a um DVD que trazemos, ficaram maravilhados com esse paraíso e perplexos pela falta de divulgação.
Autoridades!!!!!! Alguma coisa precisa ser feito ou está sendo feito errado. Precisamos mudar essa imagem negativa e divulgar as maravilhas que possuímos. Turismo gera empregos e riquezas. Somente Puerto Madryn receberá 124 navios de cruzeiro nessa temporada.
Leiam os empolgantes relatos do João Leopold ( http://joaoleopold.blogspot.com ) que conheceu os Lençois, ficou apaixonado e três meses depois estava de volta.

Pernoitamos no posto Shell na entrada da cidade. Como a loja de conveniência fecha as 22:00h, e a transmissão do jogo INTER x ESTUDIENTES será somente por canal fechado, terei que acompanhar pelo rádio.

Quinta, 04/12/08. ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ CAMPEÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO


Pessoal….acompanhar o jogo pelo rádio foi um teste para cardíaco.
Agora só indo para outros planetas, pois aqui na Terra já ganhamos todos os títulos possíveis. Hahahahahaha.

Um farol queimado nos tomou toda a manhã. Foi difícil achar uma lâmpada 24v.
Tudo resolvido, rodamos os 130 km até Mar del Plata. Em Miramar, seguimos a dica do Martin, deixamos a ruta 88 e sempre pela beira mar fizemos os 35 km restantes.

Ao chegar a Mar del Plata, continuamos pela costaneira muito bonita que mistura enormes prédios modernos com outros de uma arquitetura diferente. A primeira impressão da cidade foi positiva.

Seguimos direto para o camping Calazans ($ 50, muito bonito e bem localizado) onde encontraríamos mais tarde os amigos de Itatiba, Ricardo e Silvia. Eles também estão dando um giro pela América do Sul de motorhome ( www.motorhomenaestrada.com.br ) e passarão o fim de ano em Ushuaia.

Comemoramos “esse momento único” (hahaha) com um churrasco e muito vinho para amenizar o frio.

 

O filho Leandro e o amigo Rodrigo pegaram uma "carona" de Buenos Aires a Ushuaia. 
Loucura, loucura, loucura esse tempo. Ontem foi preciso ligar o ar-condicionado para dormirmos, hoje o aquecedor.

Sexta, 05/12/08. Após um café da manhã de despedidas, cada um seguiu seu rumo. Demos uma volta pela cidade e partimos para Buenos Aires.

Pela quantidade de veículos que cruzamos (segunda 08/12 é feriado aqui), não ficará ninguém em Buenos Aires esse fim de semana.

Pernoitamos num posto YPF em Etcheverry, 50 km de Buenos Aires.

 

Até o próximo.

criado por termac    22:47 — Arquivado em: Sem categoria

2 02UTC dezembro 02UTC 2008

DIARIO 43 PARTE 1

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 43

Sábado, 22/11/08. Após cinco anos de sonho e planejamento, nove meses e vinte dois dias fora de casa e 19663 km rodados, chegamos a USHUAIA. Estar aqui tem um valor simbólico enorme. É a nossa primeira viagem de motorhome e já fomos mais distante que “Oiapoque ao Chuí.”

Vamos ao diário então.

Acordamos um pouco mais tarde e apreensivos com o rípio que teríamos pela frente. Confirmei com o frentista a dica nos passada pelos franceses em El Calafate. Tomar o caminho para San Sebastian sentido Onaissin. Vantagem???? Sairíamos da rota dos caminhões.

A chuva que caiu na madrugada nos livrou da poeira e os 135,3 km de rípio estão mil vezes melhor do que nas Torres Del Paine. A decisão de seguir por Onaissin foi acertada. Só encontramos caminhões quando as estradas se juntaram, nos últimos 11 km antes da fronteira.

Conhecemos Rio Grande a força, já que perdidos, não achávamos o caminho para Ushuaia.

Faltando 100 km para Ushuaia a paisagem fica muito bonita com lagos e enormes montanhas ainda com neve.

Entrando em Ushuaia, fomos saudados com uma fina garoa misturada a alguns flocos de neve. “Coisas de Ushuaia”, comentou meu xará Fernando, administrador do camping La Pista del Andino onde nos instalamos. $ 18 p/pessoa + $6 de energia.

Domingo, 23/11/08. Ushuaia fica numa linda região, encravada entre o mar e as montanhas, mas não chega a ser uma cidade bonita. É agradável e com um bom astral. Assim como em El Calafate, encontramos gente do mundo inteiro circulando pelas lojas e restaurantes que se concentram na av. San Martin e na costaneira Maipu. Comemoramos nossa conquista no restaurante La Cantina Fueguina de Freddy almoçando uma enorme centolla escolhida no aquário e levada diretamente para a panela.

À tarde fizemos o city-tour num antigo double - deck inglês.

Interessante as mudanças bruscas no tempo. Em menos de uma hora, sol, frio, chuva, um pouco de neve e sol novamente.

Continua…

criado por termac    12:44 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 43 PARTE 2

Continuação…

Segunda, 24/11/08. Do camping direto para o restaurante Tia Elvira. Almoçamos uma merluza negra deliciosa e atravessando a rua, já estávamos no porto aguardando o catamarã da Rumbo Sur.

Nas seis horas navegando pelo Canal de Beagle, olhamos leões marinhos,.

O farol do fim do mundo.

Passamos em frente a Puerto Willians (considerada pelos chilenos a cidade mais austral).

E uma pinguineira, essa sim com um pouco mais de meia dúzia de pingüins.

Conhecemos o casal carioca Paulo e Márcia. Pena que já foi no final do passeio, pois o papo foi muito bom.

Terça, 25/11/08. Hoje foi dia de cordeiro patagônico no restaurante La Esperanza.Conhecemos o Carlos Dias, primeiro e único brasileiro a disputar a corrida sobre o gelo no fim do mundo. Serão 250 km em sete dias. Ele está escrevendo um livro relatando os 100 dias em que percorreu das Guianas até o Chuí correndo.

Para fechar com chave de ouro nossa passagem por Ushuaia, jantamos no Restaurante Gustino. Somente o bate papo com o garçom Sérgio, já valeria a noite, mas sua sugestão para o jantar foi DEZ.

A sobremesa ficou para uma outra vez que viermos a Ushuaia.

Quarta, 26/11/08. Oficialmente iniciamos hoje nosso retorno para casa. Serão dois meses de muita estrada e a pequena bússola no painel apontando sempre para o norte. Valeu Ushuaia, Bom demais chegar até aqui.
Conhecemos na aduana o paulista Marcão e o carioca Augusto que tem parentes em São Luís, MA. Estão de moto indo para um encontro de motociclistas em Ushuaia.
Mais uma vez o rípio. Desta vez, muita poeira e algumas avarias. Perdemos o cano de evacuação do esgoto, a torneira de evacuação da caixa de água servida, quebra do cano de água servida e quebra do pito do pneu traseiro. Paramos em Cerro Sombreiro para o conserto do pneu e como ainda estava claro, seguimos adiante. Enquanto aguardávamos o conserto do pneu, um guanaco insistia em fazer amizade conosco.

Atravessamos a balsa acompanhados de alguns golfinhos brancos com manchas pretas parecidos com orcas (soubemos depois que eram toninhas overas) e um lindo pôr-do-sol as 22:00 h.

Pernoitamos na aduana argentina e enquanto fazíamos os trâmites, assisti os 15 min finais de INTER 1 x 0 ESTUDIENTES. Preciso comentar a minha felicidade?????

Quinta, 27/11/08. Estrada…vento…estrada…vento…estrada…vento…
Pernoitamos no posto YPF em Três Cerros.

Sexta, 28/11/08. Estrada…vento…estrada…vento…estrada…vento…
Pernoitamos no posto PETROBRAS em Trelew.

Conheceremos amanhã Punta Tombo. Ficará para o próximo diário.

criado por termac    12:24 — Arquivado em: Sem categoria

23 23UTC novembro 23UTC 2008

DIARIO 42 PARTE 1

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 42 PARTE 1

Domingo, 16/11/08. Ainda no sábado, conhecemos os franceses do MH vizinho, Alex e Virginia, que com seus três filhos, estão há um ano e nove meses na estrada. Foram de navio até o Canadá, atravessaram os Estados Unidos, a América Central, do Sul e chegaram à Ushuaia.
De motorhome voltamos ao Parque Perito Moreno para ver o glacial de outro ângulo caminhando pelas passarelas. As pessoas ficam em silêncio ouvindo os estrondos do gelo se partindo. Andréa conseguiu filmar o momento exato da queda de um grande bloco.

No estacionamento havia um carro com placas de Aracaju. Era o casal Claudionor e Rosangela que de férias, estão a caminho de Ushuaia.
Voltamos a El Calafate, preparamos o almoço estacionado na praça central e sem saber onde dormiríamos, seguimos para Torres del Paine.
Torres del Paine fica no Chile e nessa eterna briga entre chilenos e argentinos, quem paga o pato somos nós, turistas. Nenhuma bendita placa indicando o caminho. Quando nos demos conta, já estávamos em Rio Turbio (ARG), quase fronteira com Puerto Natales (CHI). A entrada ficara a 50 km atrás.
Dormimos num YPF no centro de Rio Turbio.

Segunda, 17/11/08. Já que estamos aqui, decidimos deixar Torres del Paine para depois e conhecer primeiro Puerto Natales. Chegando à fronteira fomos informados que o pessoal da aduaneira do Chile entrou em greve a zero hora de hoje e que só havia uma única fronteira aberta. Onde?????? Em Cancha Carreira. Justamente onde passamos direto. Fazer o que, né? Voltar os 50 km e novamente mudar os planos.

Torres del Paine, aí vamos nós.

Desta vez com muito cuidado observamos uma pequena placa indicando Cancha Carreira. Parece a entrada de uma fazenda e nunca uma estrada em direção a uma fronteira de países. Seguimos no rípio por 6 km até a aduana da Argentina e foi tudo rápido e tranqüilo. Mais 6 km e a aduana do Chile estava lotada. Duas horas de fila e vistoria no MH feita, estávamos no Chile novamente.
Pessoal, não desencorajando aos que pretendem chegar às Torres, mas motorhome e rípio não é uma boa combinação. Trela tudo e parece que vai desmontar no meio do caminho. E depois um grande mistério: Descobrir por onde entra tanta poeira já que está tudo fechado.
Tivemos muita sorte com o dia ensolarado. Na estrada já avistávamos as torres.

92 km após a fronteira, entramos no parque pela porteira de Laguna Amarga. Para chegar ao camping Pehoe ($ 4000,00 pesos chilenos/pessoas), roda-se mais de uma hora em meio aos guanacos e alguns lagos, ora azul turquesa, ora verde leitoso.

Chegando ao camping, nos informaram que não há energia elétrica, contrariando informações que tínhamos.

Jantamos no restaurante do camping e reencontramos os brasileiros Adair e Ivete que conhecemos na fila da fronteira.

Terça, 18/11/08. O Parque Nacional Torres Del Paine é a Disneylândia dos adeptos a caminhadas. Eu mesmo fiz algumas até a geladeira para pegar cerveja. São diversas trilhas mapeadas. A mais procurada chama-se “W” e contorna todo o parque. São 93 km percorridos entre cinco a sete dias. Por toda parte encontramos mochileiros e a maioria absoluta são de europeus.

Fomos acordados por um pássaro que insistia em brigar com sua imagem refletida no espelho.

Almoçamos no Hotel Pehoe (2 km do camping), construído numa pequena ilha do lago Pehoe e possui uma vista belíssima das montanhas.

À noite, o funcionário do parque Alejandro, veio nos avisar que havia um puma na área do camping. Antes que me perguntem sobre a foto do puma, pergunto eu: Alguém sairia de dentro do MH sabendo que há um puma solto por perto??????

Continua…

criado por termac    16:17 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 2 PARTE 2

DIÁRIO 42 PARTE 2

continuação

Quarta, 19/11/08. As cinco da matina aquele filho da mãe do passarinho começou a bicar as janelas e os espelhos novamente não nos deixando mais dormir. Não adiantava espantá-lo. Dez minutos depois ele voltava a bicar os vidros.
De pé contra vontade e tendo muito rípio pela frente, deixamos Torres Del Paine mais cedo que o previsto. Nos primeiros quilômetros de trelados, desistimos de conhecer o lago e glacial Grey. Seriam quase 50 km (ida e volta) de rípio.
Percorridos somente 18 km em uma hora, desisti de ficar olhando o odômetro e passei a me concentrar somente na paisagem que é belíssima.

Depois de algum tempo (muitooooo tempo), chegamos à Cueva del Milodón, uma caverna enorme onde viveu um animal pré-histórico chamado Milodón.

Mais oito km de rípio e chegamos ao paraíso. ASFALTO. Que delicia. Nenhum trelado, 100 km/h e nada de poeira.
Chegamos a Puerto Natales às treze horas e eu pensei: “Ou o Chile entrou em guerra com a Argentina ou deram algum aviso de terremoto”, pois não havia uma única viva alma na cidade. Só então caiu a ficha: Era a sagrada hora da siesta.

No restaurante La Última Esperanza, matamos a saudade do loco e da centolla.

Fizemos nossa siesta também e depois de checarmos os emails e umas comprinhas no supermercado, mais 250 km até Punta Arenas.
Chegamos às 21:00 h da tarde (isso mesmo, o sol ainda estava alto) e pernoitamos num posto COPEC com luz, entre a zona franca e o centro.

Quinta, 20/11/08. Tem alguns lugares que por algum motivo às vezes inexplicável, gostamos ou não. Puerto Natales e Punta Arenas caíram na nossa graça. Cidades agradáveis e povo hospitaleiro. Por quatro vezes utilizamos taxi hoje e todos os quatro motoristas gente-finíssima.
Fomos ao centro e tentamos em uma agência, um passeio para ver pingüins na ilha Magdalena, mas a temporada de visitas só inicia em dezembro.
Na belíssima Praça Muñoz Gamero está o monumento a Fernão de Magalhães e diz a lenda que quem passar a mão no pé do índio, voltará um dia a Punta Arenas. É lógico que esfregamos o pé do cidadão.

Centro visitado, seguimos para a zona franca para umas comprinhas básicas.
Jantamos no La Luna, um bar-restaurante bem transado que além da decoração bem legal, tem uns mapas nas paredes onde o cliente coloca um alfinete sobre sua cidade de origem.

Pela quantidade de alfinetes, já foi visitado por gente do mundo inteiro.

Sexta, 21/11/08. Ontem, quando voltamos do La Luna, notamos que desligaram nossa energia. Hoje quando nos preparávamos para sair, apareceu um engomadinho perguntando quem autorizou estacionarmos ali, pois não era permitido. Pois é, toda regra tem exceção. Nem todos são gente-fina. Então pessoal, esqueçam da dica do COPEC, ok?
Outra passadinha na zona franca e fomos conhecer a pinguineira Seno Otwai acreditando no agente de viagem que seriam somente 16 km de rípio e um passeio imperdível. Só para chegar à pinguineira foram 38 km de trelado e poeira, $ 11.000,00 de ingressos, uma caminhada de mil metros num vento gelado de rachar sob uma fina garoa para vermos meia dúzia de pingüins.

Até nas prateleiras das Casas Bahia já vi mais pingüim do que em Seno Otwai.
No stress… Esses micos fazem parte. Voltando os 38 km, rodamos mais uns 150 km até a balsa, atravessamos o Estreito Magalhães e colocamos os pés, ou melhor, os pneus na Tierra Del Fuego.

Seguimos até Cerro Sombrero e agora sim, pernoitamos num COPEC com água e luz.
Conhecemos o chileno Eduardo Silva, isso mesmo, Silva. Ele mora num motorhome construído por ele mesmo, passa o ano rodando no Chile vendendo livros e nos presenteou com o Manual Del Parrillero.

O fim do mundo está chegando, ou melhor, nós estamos chegando ao fim do mundo.

criado por termac    15:43 — Arquivado em: Sem categoria

15 15UTC novembro 15UTC 2008

DIARIO 41 PARTE 1

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 41 PARTE 1

Segunda, 10/11/08. Iniciamos hoje uma viagem dentro da nossa viagem. Enfim a Patagônia. As distâncias são enormes. Serão quatro dias somente de estradas para chegarmos a El Calafate.
Saímos do estacionamento do aeroporto de Bariloche direto para a ruta 40, direção a El Bolson.

O visual da estrada é maravilhoso. Sempre margeando lagos, admirávamos as gigantescas montanhas e o exuberante verde das matas.

El Bolson é uma pequena cidade encravada no vale com avenidas largas, bastante flores e famosa por suas geléias artesanais encontrada em todo canto.

Almoçamos no Jauja, um restaurante bem transado com uma sorveteria e loja de chocolates em anexo.
De El Bolson a Esquel o visual muda rapidamente como um passe de mágica. Os lagos desaparecem, as montanhas diminuem de tamanho, as curvas são substituídas por retas enormes e as matas dão lugar a uma vegetação rasteira.
Agora sim nos sentimos na Patagônia.

Demos uma volta em Esquel, nada a comentar senão nossa surpresa ao tentar abastecer. Preocupado com a distância entre os postos na região patagônica, sempre que há oportunidade, completamos o tanque. Entramos num posto PETROBRAS e chegando nossa vez o frentista mostrou um papel colado na bomba que informava: “Segundo a resolução 959/06 o diesel vendido para veículos com patente (placas) estrangeiras será cobrado $ 3,450/litro”. O preço cobrado na bomba é $ 2,044/litro. Para nós, 69% mais caro.
Alô policia!!!!!!! Isso é permitido????????
Como ainda estava cedo, rodamos até a minúscula Tecka e pernoitamos no posto YPF sem luz nem internet.
Total de km rodados: 420.

Terça, 11/11/08. Um alerta para quem viajará por essa região. Muita atenção com o combustível. O abastecimento dos postos é precário e vários estão sem diesel.
O asfalto está muito ruim. Alguns trechos estão sendo asfaltado novamente e somos obrigados a rodar vários quilômetros por desvios de rípio. A paisagem é bucólica e a viagem se torna monótona.
Passamos por Sarmiento, mas não entramos. Mais adiante aparecem centenas de poços de petróleo.

Reencontramos o Oceano Atlântico próximo a Comodoro Rivadavia.

 Tomamos então a direção sul passando por Rada Tilly e pernoitamos no posto YPF na entrada de Caleta Olivia. Tivemos muita sorte. O posto estava recebendo combustível naquele exato momento. Entramos na fila e depois de abastecer, o boa praça Daniel (frentista) disponibilizou água e luz, mas nada de internet.
Total de km rodados: 545.

Quarta, 12/11/08. Após completar a caixa d’água, estrada novamente. Passamos pelo centro de Caleta Olivia e aos poucos nos afastamos do litoral. Lembram quando comentei das enormes retas??? Esqueçam. Agora sim as retas são enooooooormes. Até onde a vista alcança, a paisagem é a mesma. Uma enorme planície rasgada pelo asfalto.

Falando em asfalto, esse trecho está um tapete, mas devido aos fortes ventos, a viagem se torna cansativa e aparenta não render.
Impressionante a quantidade de veículos na estrada. Segundo os vários relatos que li, imaginava encontrar uma Patagônia deserta. Acho que mais gente também está querendo chegar ao fim do mundo.
Observamos alguns guanacos correndo ao lado da rodovia e dezenas de coelhos mortos no asfalto.

Paramos para almoçar num posto YPF em Três Cerros onde havia sinal de internet. Na saída observamos que Três Cerros se resume ao posto.
O vento ficou muito mais forte e dirigir ficou mais difícil. Com as mãos, braços e pescoço doloridos, decidimos pernoitar num YPF em Comandante Luís Piedra Buena.

Estacionei ao lado de um MH alemão, mas tivemos de mudar de local. O vento era tanto que não conseguíamos abrir a porta. Mais tarde os alemães mudaram-se para o nosso lado. É o casal Paul e Silvia. Durante cinco semanas atravessaram o Oceano Atlântico até Buenos Aires e ficarão três anos rodando pela América do Sul.

Enquanto escrevia o diário, observava da janela a lua cheia saindo por detrás das montanhas.

Nada de internet e nem pedi energia. O vento está muito forte.
Total de km rodados: 471.

 

Quinta, 13/11/08. Foi tanto vento essa madrugada que, mesmo protegidos por uma parede e com os macacos hidráulicos acionados, o MH balançava. A sensação era que estávamos em um barco bem no meio de uma tempestade.
Com sol forte e muito frio partimos para mais uma etapa até El Calafate. O asfalto continua perfeito e o vento constante. Próximo a Rio Gallegos saímos da ruta 3 e pegamos a ruta 5 sentido oeste, novamente em direção às Cordilheiras.

Cruzamos com um casal jovem que mal conseguiam se equilibrar em suas bicicletas devido ao vento forte e gelado.
Vários pensamentos me vieram à mente:
Quantas estórias eles terão para contar? Será que horas ou datas fazem alguma diferença? Qual o valor que darão para uma boa cama? E para um prato quentinho de comida?
E o futuro? O que estarão fazendo daqui a 10, 20 anos? Será que depois dessa experiência, conseguirão ficar oito horas por dia dentro de um escritório?
Acho que a Patagônia está afetando minhas idéias.
Abastecemos e almoçamos em La Esperanza. Agora só faltam 170 km.

 continua…

criado por termac    22:29 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 41 PARTE 2

DIÁRIO 41 PARTE 2

continuação…

El Calafate foi amor a primeira vista. A cidade é bem transada, está repleta de turistas de todas as partes do mundo fazendo nos sentir numa torre de Babel.

Paramos no camping El Ovejero ( $40 pesos). Fica na avenida principal bem no centro da cidade. Cortado por um córrego, tem algumas barracas armadas, um motorhome alemão e outro frances.

Rapidamente nos instalamos e seguimos para uma agência de turismo onde compramos o passeio para os glaciares.
Total de km rodados: 486.

Sexta, 14/11/08. F A N T Á S T I C O o passeio que fizemos para conhecer os glaciares. Nenhum relato ou foto conseguirá descrever o que vimos e a emoção que sentimos hoje. Somente indo até lá para viver essa maravilha da natureza.
De catamarã, navegamos por sete horas pelo Lago Argentino, passando pelos Glaciares Upsala, Spegazzini e Perito Moreno, o mais famoso.

 O verde do lago, o azul do gelo…

F A N T Á S T I C O…

Para encerrar o dia (os dias são longos essa época do ano. Às 6:00h já está claro e às 21:00h ainda tem sol), almoçamos/jantamos uma parrilla no Mi Viejo.

Sábado, 15/11/08. Manhã de afazeres domésticos. Tarde/noite um passeio de despedida pelas ruas do centro.

El Calafate merecia mais uns dias, mas ainda temos muito chão para rodar e o tempo está se tornando escasso. El Chaltén, monte Fitz Roy e vários restaurantes ficarão para outra vez, quem sabe num 4X4 encarando a famosa ruta 40.

uma excelente semana a todos.

criado por termac    21:45 — Arquivado em: Sem categoria
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