23 23UTC novembro 23UTC 2008

DIARIO 42 PARTE 1

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

http://casalnaestrada.blog.terra.com.br

Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 42 PARTE 1

Domingo, 16/11/08. Ainda no sábado, conhecemos os franceses do MH vizinho, Alex e Virginia, que com seus três filhos, estão há um ano e nove meses na estrada. Foram de navio até o Canadá, atravessaram os Estados Unidos, a América Central, do Sul e chegaram à Ushuaia.
De motorhome voltamos ao Parque Perito Moreno para ver o glacial de outro ângulo caminhando pelas passarelas. As pessoas ficam em silêncio ouvindo os estrondos do gelo se partindo. Andréa conseguiu filmar o momento exato da queda de um grande bloco.

No estacionamento havia um carro com placas de Aracaju. Era o casal Claudionor e Rosangela que de férias, estão a caminho de Ushuaia.
Voltamos a El Calafate, preparamos o almoço estacionado na praça central e sem saber onde dormiríamos, seguimos para Torres del Paine.
Torres del Paine fica no Chile e nessa eterna briga entre chilenos e argentinos, quem paga o pato somos nós, turistas. Nenhuma bendita placa indicando o caminho. Quando nos demos conta, já estávamos em Rio Turbio (ARG), quase fronteira com Puerto Natales (CHI). A entrada ficara a 50 km atrás.
Dormimos num YPF no centro de Rio Turbio.

Segunda, 17/11/08. Já que estamos aqui, decidimos deixar Torres del Paine para depois e conhecer primeiro Puerto Natales. Chegando à fronteira fomos informados que o pessoal da aduaneira do Chile entrou em greve a zero hora de hoje e que só havia uma única fronteira aberta. Onde?????? Em Cancha Carreira. Justamente onde passamos direto. Fazer o que, né? Voltar os 50 km e novamente mudar os planos.

Torres del Paine, aí vamos nós.

Desta vez com muito cuidado observamos uma pequena placa indicando Cancha Carreira. Parece a entrada de uma fazenda e nunca uma estrada em direção a uma fronteira de países. Seguimos no rípio por 6 km até a aduana da Argentina e foi tudo rápido e tranqüilo. Mais 6 km e a aduana do Chile estava lotada. Duas horas de fila e vistoria no MH feita, estávamos no Chile novamente.
Pessoal, não desencorajando aos que pretendem chegar às Torres, mas motorhome e rípio não é uma boa combinação. Trela tudo e parece que vai desmontar no meio do caminho. E depois um grande mistério: Descobrir por onde entra tanta poeira já que está tudo fechado.
Tivemos muita sorte com o dia ensolarado. Na estrada já avistávamos as torres.

92 km após a fronteira, entramos no parque pela porteira de Laguna Amarga. Para chegar ao camping Pehoe ($ 4000,00 pesos chilenos/pessoas), roda-se mais de uma hora em meio aos guanacos e alguns lagos, ora azul turquesa, ora verde leitoso.

Chegando ao camping, nos informaram que não há energia elétrica, contrariando informações que tínhamos.

Jantamos no restaurante do camping e reencontramos os brasileiros Adair e Ivete que conhecemos na fila da fronteira.

Terça, 18/11/08. O Parque Nacional Torres Del Paine é a Disneylândia dos adeptos a caminhadas. Eu mesmo fiz algumas até a geladeira para pegar cerveja. São diversas trilhas mapeadas. A mais procurada chama-se “W” e contorna todo o parque. São 93 km percorridos entre cinco a sete dias. Por toda parte encontramos mochileiros e a maioria absoluta são de europeus.

Fomos acordados por um pássaro que insistia em brigar com sua imagem refletida no espelho.

Almoçamos no Hotel Pehoe (2 km do camping), construído numa pequena ilha do lago Pehoe e possui uma vista belíssima das montanhas.

À noite, o funcionário do parque Alejandro, veio nos avisar que havia um puma na área do camping. Antes que me perguntem sobre a foto do puma, pergunto eu: Alguém sairia de dentro do MH sabendo que há um puma solto por perto??????

Continua…

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DIARIO 2 PARTE 2

DIÁRIO 42 PARTE 2

continuação

Quarta, 19/11/08. As cinco da matina aquele filho da mãe do passarinho começou a bicar as janelas e os espelhos novamente não nos deixando mais dormir. Não adiantava espantá-lo. Dez minutos depois ele voltava a bicar os vidros.
De pé contra vontade e tendo muito rípio pela frente, deixamos Torres Del Paine mais cedo que o previsto. Nos primeiros quilômetros de trelados, desistimos de conhecer o lago e glacial Grey. Seriam quase 50 km (ida e volta) de rípio.
Percorridos somente 18 km em uma hora, desisti de ficar olhando o odômetro e passei a me concentrar somente na paisagem que é belíssima.

Depois de algum tempo (muitooooo tempo), chegamos à Cueva del Milodón, uma caverna enorme onde viveu um animal pré-histórico chamado Milodón.

Mais oito km de rípio e chegamos ao paraíso. ASFALTO. Que delicia. Nenhum trelado, 100 km/h e nada de poeira.
Chegamos a Puerto Natales às treze horas e eu pensei: “Ou o Chile entrou em guerra com a Argentina ou deram algum aviso de terremoto”, pois não havia uma única viva alma na cidade. Só então caiu a ficha: Era a sagrada hora da siesta.

No restaurante La Última Esperanza, matamos a saudade do loco e da centolla.

Fizemos nossa siesta também e depois de checarmos os emails e umas comprinhas no supermercado, mais 250 km até Punta Arenas.
Chegamos às 21:00 h da tarde (isso mesmo, o sol ainda estava alto) e pernoitamos num posto COPEC com luz, entre a zona franca e o centro.

Quinta, 20/11/08. Tem alguns lugares que por algum motivo às vezes inexplicável, gostamos ou não. Puerto Natales e Punta Arenas caíram na nossa graça. Cidades agradáveis e povo hospitaleiro. Por quatro vezes utilizamos taxi hoje e todos os quatro motoristas gente-finíssima.
Fomos ao centro e tentamos em uma agência, um passeio para ver pingüins na ilha Magdalena, mas a temporada de visitas só inicia em dezembro.
Na belíssima Praça Muñoz Gamero está o monumento a Fernão de Magalhães e diz a lenda que quem passar a mão no pé do índio, voltará um dia a Punta Arenas. É lógico que esfregamos o pé do cidadão.

Centro visitado, seguimos para a zona franca para umas comprinhas básicas.
Jantamos no La Luna, um bar-restaurante bem transado que além da decoração bem legal, tem uns mapas nas paredes onde o cliente coloca um alfinete sobre sua cidade de origem.

Pela quantidade de alfinetes, já foi visitado por gente do mundo inteiro.

Sexta, 21/11/08. Ontem, quando voltamos do La Luna, notamos que desligaram nossa energia. Hoje quando nos preparávamos para sair, apareceu um engomadinho perguntando quem autorizou estacionarmos ali, pois não era permitido. Pois é, toda regra tem exceção. Nem todos são gente-fina. Então pessoal, esqueçam da dica do COPEC, ok?
Outra passadinha na zona franca e fomos conhecer a pinguineira Seno Otwai acreditando no agente de viagem que seriam somente 16 km de rípio e um passeio imperdível. Só para chegar à pinguineira foram 38 km de trelado e poeira, $ 11.000,00 de ingressos, uma caminhada de mil metros num vento gelado de rachar sob uma fina garoa para vermos meia dúzia de pingüins.

Até nas prateleiras das Casas Bahia já vi mais pingüim do que em Seno Otwai.
No stress… Esses micos fazem parte. Voltando os 38 km, rodamos mais uns 150 km até a balsa, atravessamos o Estreito Magalhães e colocamos os pés, ou melhor, os pneus na Tierra Del Fuego.

Seguimos até Cerro Sombrero e agora sim, pernoitamos num COPEC com água e luz.
Conhecemos o chileno Eduardo Silva, isso mesmo, Silva. Ele mora num motorhome construído por ele mesmo, passa o ano rodando no Chile vendendo livros e nos presenteou com o Manual Del Parrillero.

O fim do mundo está chegando, ou melhor, nós estamos chegando ao fim do mundo.

criado por termac    15:43 — Arquivado em: Sem categoria

15 15UTC novembro 15UTC 2008

DIARIO 41 PARTE 1

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 41 PARTE 1

Segunda, 10/11/08. Iniciamos hoje uma viagem dentro da nossa viagem. Enfim a Patagônia. As distâncias são enormes. Serão quatro dias somente de estradas para chegarmos a El Calafate.
Saímos do estacionamento do aeroporto de Bariloche direto para a ruta 40, direção a El Bolson.

O visual da estrada é maravilhoso. Sempre margeando lagos, admirávamos as gigantescas montanhas e o exuberante verde das matas.

El Bolson é uma pequena cidade encravada no vale com avenidas largas, bastante flores e famosa por suas geléias artesanais encontrada em todo canto.

Almoçamos no Jauja, um restaurante bem transado com uma sorveteria e loja de chocolates em anexo.
De El Bolson a Esquel o visual muda rapidamente como um passe de mágica. Os lagos desaparecem, as montanhas diminuem de tamanho, as curvas são substituídas por retas enormes e as matas dão lugar a uma vegetação rasteira.
Agora sim nos sentimos na Patagônia.

Demos uma volta em Esquel, nada a comentar senão nossa surpresa ao tentar abastecer. Preocupado com a distância entre os postos na região patagônica, sempre que há oportunidade, completamos o tanque. Entramos num posto PETROBRAS e chegando nossa vez o frentista mostrou um papel colado na bomba que informava: “Segundo a resolução 959/06 o diesel vendido para veículos com patente (placas) estrangeiras será cobrado $ 3,450/litro”. O preço cobrado na bomba é $ 2,044/litro. Para nós, 69% mais caro.
Alô policia!!!!!!! Isso é permitido????????
Como ainda estava cedo, rodamos até a minúscula Tecka e pernoitamos no posto YPF sem luz nem internet.
Total de km rodados: 420.

Terça, 11/11/08. Um alerta para quem viajará por essa região. Muita atenção com o combustível. O abastecimento dos postos é precário e vários estão sem diesel.
O asfalto está muito ruim. Alguns trechos estão sendo asfaltado novamente e somos obrigados a rodar vários quilômetros por desvios de rípio. A paisagem é bucólica e a viagem se torna monótona.
Passamos por Sarmiento, mas não entramos. Mais adiante aparecem centenas de poços de petróleo.

Reencontramos o Oceano Atlântico próximo a Comodoro Rivadavia.

 Tomamos então a direção sul passando por Rada Tilly e pernoitamos no posto YPF na entrada de Caleta Olivia. Tivemos muita sorte. O posto estava recebendo combustível naquele exato momento. Entramos na fila e depois de abastecer, o boa praça Daniel (frentista) disponibilizou água e luz, mas nada de internet.
Total de km rodados: 545.

Quarta, 12/11/08. Após completar a caixa d’água, estrada novamente. Passamos pelo centro de Caleta Olivia e aos poucos nos afastamos do litoral. Lembram quando comentei das enormes retas??? Esqueçam. Agora sim as retas são enooooooormes. Até onde a vista alcança, a paisagem é a mesma. Uma enorme planície rasgada pelo asfalto.

Falando em asfalto, esse trecho está um tapete, mas devido aos fortes ventos, a viagem se torna cansativa e aparenta não render.
Impressionante a quantidade de veículos na estrada. Segundo os vários relatos que li, imaginava encontrar uma Patagônia deserta. Acho que mais gente também está querendo chegar ao fim do mundo.
Observamos alguns guanacos correndo ao lado da rodovia e dezenas de coelhos mortos no asfalto.

Paramos para almoçar num posto YPF em Três Cerros onde havia sinal de internet. Na saída observamos que Três Cerros se resume ao posto.
O vento ficou muito mais forte e dirigir ficou mais difícil. Com as mãos, braços e pescoço doloridos, decidimos pernoitar num YPF em Comandante Luís Piedra Buena.

Estacionei ao lado de um MH alemão, mas tivemos de mudar de local. O vento era tanto que não conseguíamos abrir a porta. Mais tarde os alemães mudaram-se para o nosso lado. É o casal Paul e Silvia. Durante cinco semanas atravessaram o Oceano Atlântico até Buenos Aires e ficarão três anos rodando pela América do Sul.

Enquanto escrevia o diário, observava da janela a lua cheia saindo por detrás das montanhas.

Nada de internet e nem pedi energia. O vento está muito forte.
Total de km rodados: 471.

 

Quinta, 13/11/08. Foi tanto vento essa madrugada que, mesmo protegidos por uma parede e com os macacos hidráulicos acionados, o MH balançava. A sensação era que estávamos em um barco bem no meio de uma tempestade.
Com sol forte e muito frio partimos para mais uma etapa até El Calafate. O asfalto continua perfeito e o vento constante. Próximo a Rio Gallegos saímos da ruta 3 e pegamos a ruta 5 sentido oeste, novamente em direção às Cordilheiras.

Cruzamos com um casal jovem que mal conseguiam se equilibrar em suas bicicletas devido ao vento forte e gelado.
Vários pensamentos me vieram à mente:
Quantas estórias eles terão para contar? Será que horas ou datas fazem alguma diferença? Qual o valor que darão para uma boa cama? E para um prato quentinho de comida?
E o futuro? O que estarão fazendo daqui a 10, 20 anos? Será que depois dessa experiência, conseguirão ficar oito horas por dia dentro de um escritório?
Acho que a Patagônia está afetando minhas idéias.
Abastecemos e almoçamos em La Esperanza. Agora só faltam 170 km.

 continua…

criado por termac    22:29 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 41 PARTE 2

DIÁRIO 41 PARTE 2

continuação…

El Calafate foi amor a primeira vista. A cidade é bem transada, está repleta de turistas de todas as partes do mundo fazendo nos sentir numa torre de Babel.

Paramos no camping El Ovejero ( $40 pesos). Fica na avenida principal bem no centro da cidade. Cortado por um córrego, tem algumas barracas armadas, um motorhome alemão e outro frances.

Rapidamente nos instalamos e seguimos para uma agência de turismo onde compramos o passeio para os glaciares.
Total de km rodados: 486.

Sexta, 14/11/08. F A N T Á S T I C O o passeio que fizemos para conhecer os glaciares. Nenhum relato ou foto conseguirá descrever o que vimos e a emoção que sentimos hoje. Somente indo até lá para viver essa maravilha da natureza.
De catamarã, navegamos por sete horas pelo Lago Argentino, passando pelos Glaciares Upsala, Spegazzini e Perito Moreno, o mais famoso.

 O verde do lago, o azul do gelo…

F A N T Á S T I C O…

Para encerrar o dia (os dias são longos essa época do ano. Às 6:00h já está claro e às 21:00h ainda tem sol), almoçamos/jantamos uma parrilla no Mi Viejo.

Sábado, 15/11/08. Manhã de afazeres domésticos. Tarde/noite um passeio de despedida pelas ruas do centro.

El Calafate merecia mais uns dias, mas ainda temos muito chão para rodar e o tempo está se tornando escasso. El Chaltén, monte Fitz Roy e vários restaurantes ficarão para outra vez, quem sabe num 4X4 encarando a famosa ruta 40.

uma excelente semana a todos.

criado por termac    21:45 — Arquivado em: Sem categoria

9 09UTC novembro 09UTC 2008

DIARIO 40

DIÁRIO 40

Pessoal… Que final de temporada da Fórmula 1, heim???
Que corrida…
Confesso… SENTI FALTA DO GALVÃO BUENO.
Aquele final dramático narrado por um locutor argentino numa frieza, foi de doer.

Segunda, 03/11/08. Alugamos um carro e ainda na madrugada recebemos no aeroporto a amiga Heloisa de São Luís que passará a semana conosco em Bariloche.
Durante o dia, rodamos pelo centro, conhecemos o porto Pañuelo e o lindo hotel de Llao Llao que representa para Bariloche o mesmo que o Copacabana Palace para o Rio de Janeiro.

 

Conversamos com os novos vizinhos, João Maria e Maria José. São franceses e estão rodando o mundo num pequeno motorhome.

Terça, 04/11/08. De carro subimos os oito quilômetros de rípio do Serro Otto. Passamos pela estação de ski que fora de temporada, parece uma cidade fantasma.

No topo fica a confeitaria e restaurante giratório onde almoçamos muito bem. A vista da cidade, do lago e das montanhas é magnífica.
O vento muito forte nos fez desistir de encarar o teleférico do Serro Catedral.

À noite, somente uma fondue e muito vinho para combater o frio de oito graus.

Quarta, 05/11/08. O programa de hoje seria um passeio de catamarã pelo lago Nauhuel Huapi, mas a forte ventania e um pouco de chuva, nos fez mudar a programação. Passamos o dia em Villa La Angostura. Lojas, sorvetes, chocolates e novamente almoço no restaurante Loncomilla. Quando soubemos que havia previsão de ventos com mais de 100 km e possibilidade de neve no alto das montanhas, retornamos a Bariloche.

Um fato a lamentar é que os vizinhos franceses tiveram seu motorhome arrombado no centro de Bariloche. Pelo visto é moda. Mais um caso para aumentar as estatísticas.
À noite, uma visita ao pub Wilkenny e depois ao Cassino de Bariloche.

 

Quinta, 06/11/08. Com menos vento e sem chuvas, nós, Heloisa e os franceses, fizemos o passeio no confortável catamarã Cau Cau pelo lago Nauhuel Huapi.

Valeu cada centavo. São seis horas admirando o verde das águas, as montanhas com seus picos nevados e alimentando as gaivotas no convés.

 Caminhamos pela Isla Victória.

Para encerrar, visitamos o bosque de Arrayannes.

Olha nós na TV do catamarã.

À noite um chopp com pizza na Cervejaria Berlina assistindo INTER X BOCA JUNIOR.


_ Chopp artesanal, $ 12.
_ Pizza de javali, $ 38.
_ Ver o INTER vencer o BOCA no meio dos argentinos, NÃO TEM PREÇO.

Sexta, 07/11/08. Vento e chuva novamente. Tentamos visitar o Cerro Catedral, famosa estação de ski, mas os teleféricos estavam fechados devido aos ventos que chegavam a 150 km/h no topo.

 
Voltamos para o MH e não saímos mais. A chuva entrou pela madrugada.

Sábado, 08/11/08. Além da chuva, nevou no alto das montanhas durante a madrugada dando um novo visual em torno do camping.

Aproveitamos o tempo bom e fizemos um churrasco para os franceses. Cordeiro, naturalmente.

O João Maria é uma figura. Nos cativou com seu excelente bom humor. Ele e a Maria José já viajaram bastante e é difícil achar algum lugar no mundo onde não tenham colocado os pés.

Domingo, 09/11/08. Tentamos novamente subir o Cerro Catedral, mas para nossa surpresa estava fechado em pleno domingo de sol. Seguimos então para o Cerro Campanário, mais baixo que o Catedral, sem neve, porém com uma vista belíssima.

Após devolver o carro para a locadora, desarmamos acampamento, nos despedimos dos franceses e nos dirigimos ao aeroporto onde Heloisa embarcará de volta ao Brasil.
Passaremos a noite no estacionamento do aeroporto e amanhã voltaremos à estrada.

criado por termac    21:07 — Arquivado em: Sem categoria

2 02UTC novembro 02UTC 2008

DIARIO 39

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

Segunda, 27/10/08. Como o dia estava ensolarado e rodaríamos pouco, aproveitamos para dar uma geral no MH e após um salmão na brasa, partimos rumo à Argentina.

A paisagem em toda a rodovia é belíssima. Cruzamos novamente a Cordilheira dos Andes ainda com resquícios da nevasca na semana anterior.

A passagem pela aduana foi muito mais simples que imaginávamos. Poderíamos ter trazido toneladas de salmão e mariscos que passaria tranqüilo.

A paisagem continua belíssima após a fronteira.

Pernoitamos no posto YPF na entrada de Villa La Angostura indicado pela Graça e Renato. Tentamos antes o camping UNQUEHUE em frente ao posto e não entendi qual o critério usam para os preços. Pediram-nos 80 pesos quando na semana passada, para o Renato e a Graça, queriam 50. Vai entender…

Terça, 28/10/08. Despedimo-nos do Walter, simpático gerente do posto, e fomos conhecer a pequena e graciosa Villa La Angostura. A mesma rodovia 231 transforma-se na avenida principal onde se concentra algumas galerias, lojas, sorveterias, restaurantes, etc.

Ao redor as montanhas com seus picos ainda nevados. Seguimos ao Porto Angostura no lago Nahuel Huapi e tentamos fazer o passeio de catamarã, mas estavam lotados.

Voltamos ao centro e no restaurante Loncomilla comemos o tão sonhado cordeiro patagônico.

 

Preciso dizer que estava uma delícia?

Retornamos ao posto YPF onde pernoitamos.

Quarta, 29/10/08. O dia ensolarado com temperatura amena foi o convite para uma caminhada pelo Parque Nacional Los Arrayanes.

Em seguida, seguimos para Bariloche, mais uma esperada e sonhada cidade que a princípio era tão distante e agora estava bem ali perto.
O percurso de 80 km contorna o lago Nahuel Hapi, e somente esse visual valeria o dia.

Atravessamos Bariloche pela costaneira e no km 13,5, sentido Llao Llao, chegamos ao camping Petúnia.
O camping localiza-se as margens do lago, possui uma prainha e diversas churrasqueiras espalhadas sob as árvores. Fica a 13 km do centro, mas em frente há um pequeno supermercado, padaria e lavanderia.

Cobraram quinze pesos por pessoa mais cinco pela energia. Total: 35 pesos a diária.

Quinta 30/10/08. De ônibus fomos ao centro de Bariloche.
Nossa primeira impressão foi que Bariloche não é nem melhor, nem pior do que pensávamos. É simplesmente diferente do que imaginávamos. A paisagem é magnífica. Não se cansa de admirar o lago Nahuel Huapi, o verde das árvores e os picos nevados, mas faltaram à cidade o charme de Gramado e o glamour de Campos do Jordão que esperávamos.
Precisamos voltar aqui outra vez em pleno inverno.

Caminhamos pela rua de comércio Bartolomé Mitre, conhecemos o Centro Cívico e a Catedral Nossa Senhora de Nahuel Huapi, almoçamos no restaurante Família Weiss e como muitos outros, descansamos no gramado sob as árvores.

Sexta, 31/10/08. Comemoramos hoje nove meses na estrada. Pela manhã, supermercado e lavanderia. Almoçamos no Rincón Patagônico. Muito bonito o restaurante, mas o cordeiro deixou a desejar.

Curtimos o lindo fim de tarde sentado à beira do lago.

Curiosidades do camping.
_ Cabanas montadas sobre charretes estilo “velho oeste”.
_ Cabanas com teto gramado.

Sábado, 01/11/08. Passamos o dia curtindo o camping, ouvindo músicas brasileiras e fazendo churrasco. Ah se o pessoal do Rincón experimentasse esse cordeiro!!!!!!

Domingo, 02/11/08. Atividades para o dia:
_ Preparar a agenda da semana.
_ Reler as informações sobre a Patagônia.
_ E assistir a Fórmula 1 aqui programada para as cinco da tarde. (VT)

Me despeço desejando uma excelente semana a todos.

criado por termac    11:55 — Arquivado em: Sem categoria
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