26 26UTC outubro 26UTC 2008
DIARIO 38 PARTE 1
DIÁRIO 38 PARTE 1
Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:
http://casalnaestrada.blog.terra.com.br
Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.
Segunda, 20/10/08. É uma delicia dormir no motorhome ao som da chuva. Mas chuva o tempo todo enche o saco. Ficar confinado em pouco mais de vinte metros quadrado, sem TV, sem internet e sem previsão de melhoras é complicado.


Resolvemos então sair do camping e achar algum local no centro. No domingo paqueramos o estacionamento do restaurante Le Yates e foi um tiro certeiro. Permitiram que ficássemos, deram a senha para internet e só não puderam ceder energia. Tudo bem. Estávamos no centro vendo movimento e no local exato para a foto.


Que foto????
Essa é a razão maior de não termos ido embora ainda.
Explico: desde que iniciamos o planejamento dessa viagem, tínhamos em mente a região dos lagos do Chile e sonhávamos um dia, tirar também uma bela foto do vulcão Osorno e seu reflexo nas águas do lago Llanquihue que tanto víamos nas revistas. Com esse tempo nublado é difícil até de acreditar que tenha um vulcão ali na frente.
Terça, 21/10/08. Mais uma noite de chuva. Pesquisamos na internet a previsão do tempo para os próximos dias e o resultado foi desanimador. Chuva, chuva e mais chuva. Tomamos a decisão do “já que”: “já que” estamos aqui, vamos assim mesmo.
Seguimos em direção a Ensenada. São 45 km margeando o lago Llanquihue e como por um milagre o sol começou a brilhar deixando a estrada mais linda. A cada instante que o vulcão Osorno ameaçava aparecer, parávamos para fotografar.



Em Ensenada uma placa indicava a subida para o vulcão. Como era asfalto, fomos subindo devagar na estreita e sinuosa pista. Chegando a um mirante, estacionamos, preparamos o almoço e quando deitamos para uma cochilada, vi pela janela que estava nevando.

Pulamos da cama e feito crianças, corremos para fora do MH. Foi a primeira vez que vimos neve caindo do céu. Bem fininha, mas era neve. Na esperança de uma nevasca maior, subimos mais um pouco.


A neve já não caía mais, mas o visual era deslumbrante.



Empolgados, subimos mais ainda. Passamos por um pequeno “caracoles” e na base do teleférico onde termina o asfalto, cometi uma cagada. Mas uma senhora cagada.


Sabe como é: garoto experto… 45 anos de praia… sabe tudo de neve… estacionei onde??? Isso mesmo, sobre a neve.

Desce do carro, contempla-se o local, bate-se muitas fotos, emoção nas alturas.



Na hora de partir, quem disse que o MH saía do lugar????Patinava, patinava e nada. Uma lisa lâmina de gelo se formara sob os pneus. Dois motoristas de vans que estavam no local começaram a empurrar e deslizando como no sabão, o MH foi mudando de posição. Quando tudo parecia resolvido, eis que afundou de vez na lama sob a neve. Afundou tanto que achei que olharia as lavas do vulcão (brincadeira). Pessoal a coisa foi séria. A adrenalina foi a mil. Passar a noite ali não era uma boa idéia.
Chegou uma camionete limpa-neve. Mesmo com cara de poucos amigos, o operador tentou nos puxar, mas o MH nem se mexeu. Veio então um trator. Arrebentou uma corda, arrebentou a segunda, arrebentou uma corrente e na segunda corrente conseguimos sair do sufoco.
Na hora não senti frio e somente algum tempo depois é que senti, ou melhor, percebi que não sentia as pontas dos dedos das mãos e dos pés.
Fotos???? Na tensão, nem lembramos, mas foi um prato cheio para dezenas de turistas que acompanharam o resgate.
Santo Expedito, te devo mais essa.
Seguimos então para Petrohué. No caminho entramos para ver os Saltos Del Petrohué.




Linda, linda, linda a cor da água. Vários tons de verde, predominando o esmeralda.



Conhecemos o gaúcho gremista Cristian. De férias, viajava sozinho pelo Chile.

Mais uma vez o camping indicado pelo guia estava fechado. Sem gastar um tostão, pernoitamos num grande estacionamento ao lado do camping e em frente ao lago Todos Los Santos.
continua…
criado por termac
18:35 — Arquivado em: 











































Monumento que marca o início da Panamericana.






























































































































