27 27UTC setembro 27UTC 2008

DIARIO 34 parte 2

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

http://casalnaestrada.blog.terra.com.br

Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 34 parte 2

Quinta, 25/09/08. Hoje foi o dia de visitarmos as vinícolas, aqui chamadas de bodegas. Ficamos surpresos ao saber que somente em Mendoza existem quase 1200 bodegas. Conhecemos duas. No grupo estavam o casal gaúcho Pierângelo e Laura, os chilenos Mauricio e o sogro Cláudio e novamente o casal de Brasília Rodrigo e Rayane.

 

Conhecemos a bodega Família Rudini e depois a Zuccardi, fabricante dos vinhos Santa Júlia. O almoço na cantina da Zuccardi foi sensacional. Tudo gostoso e muito vinho, é claro.

Encontramos-nos novamente à noite na Winery, loja de vinho muito fina que possui um bar anexo. Agora conosco o casal americano Don e Monica. Comemoramos as novas amizades e a despedidas, já que todos partiriam no dia seguinte. Fechamos o dia com chave de ouro bebendo a saideira no hotel que estavam o Don e a Monica.

Na saída uma feliz coincidência. Encontramos parte do grupo de estudantes que estava conosco no passeio das montanhas.

Sexta, 26/09/08. Com muita saudade, partimos de Mendoza. Visitamos ainda a bodega Catena Zapata com sua construção na forma de pirâmide Inca. Mais umas garrafinhas dentro das tulhas (bagageiro).

Pela ruta 7 seguimos em direção ao Chile. A emoção tomou conta de mim. Atravessar a Cordilheira dos Andes dirigindo o MH é fantástico. Ao som de Zé Ramalho, as lágrimas escorriam pelo rosto.

Atravessamos os 3 km do túnel Cristo Redentor, divisa Argentina-Chile.

Levamos uma hora e meia para fazer a imigração e então chegou o grande momento: Descer os famosos caracoles. A neve já derretendo deixava boa parte do asfalto molhado, mas tudo tranqüilo.

Pernoitamos num posto COPEC em Rio Blanco, alguns quilômetros após os caracoles.

Sábado, 27/09/08. Com a bússola apontando direção oeste, deixamos as montanhas para trás até encontrar o oceano Pacífico.

 Não achamos o estacionamento que nos fora indicado em Con-Con. Seguimos então por uma avenida a beira mar que lembra a av. Niemayer no Rio de Janeiro. Do alto de um mirante se vê Viña Del Mar e Valparaiso.

Passando por Viña, avistamos um grande Posto Esso do outro lado. Retornamos e por dez mil pesos chilenos a diária (mais ou menos R$ 35,00), estamos instalados com água, luz e segurança de frente para o mar e a duas quadras do shopping Mall de Viña del Mar.

Com muita fome, pegamos um taxi e seguimos para o Mercado Municipal. Na Marisqueria Silvana, dentro do mercado, experimentamos uma variedade enorme de mariscos. Alguns que nem imaginávamos que existiam. Andréa anotou o nome de alguns: Ostiones, choristos, almejas, pilri, jaiva, cholga.

Cometi um erro imperdoável. Esqueci a máquina fotográfica.
Só há uma solução: teremos de repetir o programa. hahaha.

criado por termac    22:09 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 34 parte 1

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 34 parte 1

Segunda, 22/09/08. De taxi fomos até a Praça da Independência, ponto central de Mendoza. Andamos pela Peatonal (calçadão) Sarmiento que mistura comércio variado com cafés e suas mesinhas do lado de fora. Muito legal observar o cotidiano das pessoas. Uns trabalhando, outros tomando café, lendo jornais ou em animados bate-papo.

Fizemos câmbio, compramos dois pacotes turísticos e almoçamos no Las Tanijas. É uma orgia gastronômica. Por vinte e sete pesos come-se: comida japonesa, queijos e frios, saladas, frutos do mar, paella, massas, não podia faltar a parrilla e sobremesa. Ufa.

Caminhamos mais um pouco pelas ruas arborizadas do centro e constatamos o forte hábito da siesta. O movimento cai drasticamente e quase todo o comércio fecha suas portas voltando a abrir lá pelas cinco.

Terça, 23/09/08. Que dia tivemos hoje. As 6:30 h a van da agência Mendoza-Viajes nos apanhou no camping. Fora o motorista Luís e o guia Eduardo, éramos os “tiozinhos” do grupo de 18 pessoas a caminho das montanhas. No grupo também, o casal de Brasília, Rodrigo e Rayane e a argentina Gabriela.

Pela antiga ruta que se ia para o Chile conhecida como “o caminho das 365 curvas”, maior parte rípio (piçarra), subimos a 3000 metros e nos encantamos com a visão do Aconcágua.

Passamos por Villavicencio e Uspallata, local onde filmaram “Sete Anos no Tibet”.

Subindo a Cordilheira dos Andes fotografamos em Puente Del Incas os escombros de um antigo hotel de luxo destruído por uma avalanche.

Paramos em Penitentes, uma estação de esqui onde alguns se aventuraram a escorregar na neve.

As 20:00 h, com mais de 300 km rodados, estávamos de volta. Parte do grupo quis conhecer o motorhome. Aproveitamos a visita e passamos um DVD do Maranhão para eles. Não teve quem não se encantasse.

Quarta, 24/09/08. Voltamos ao centro. Entramos em várias lojas de vinhos, visitamos a igreja de São Francisco e o mercado central. Gosto de visitar mercados. É o meu shopping center. Tomamos um chope acompanhado de umas empanadas.

Em uma peluqueria cortei o cabelo e no fim de tarde sentamos em um café esperando a noite chegar.

continua…

criado por termac    21:55 — Arquivado em: Sem categoria

24 24UTC setembro 24UTC 2008

DIARIO 33 parte 3

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 33  parte 3

Sexta, 19/09/08. Eram seis horas quando tocou o despertador. Tínhamos 600 km a percorrer até Mendoza e queríamos evitar o trânsito matinal de Córdoba. Optamos pelo caminho das serras que apesar das curvas, dizem ser lindo.
O tempo mudou bruscamente. Depois de um grande período de seca, a chuva veio com vontade e trouxe junto o frio. Eu que estava de bermudas, tive que estacionar e me empacotar.
Ouvindo tango na FM, atravessamos Carlos Paz. Pena a chuva. Eram oito horas e ainda estava escuro. Pareceu ser uma cidade bem agradável. Logo na entrada tem um camping da ACA (Automóvel Clube da Argentina) muito bonito, mas que estava fechado.

Percorrido 90 km, na localidade de Icho Cruz, uma barreira policial impedia os veículos seguirem adiante. Uma forte nevasca fechou a rodovia. Tivemos de voltar os 90 km e seguir pela ruta 36.
A chuva não dava trégua. Paramos para um lanche e aí é matemática: Barriga cheia+chuva+frio = soneca. Dormimos até as três. De volta à estrada, rodamos mais uns 150 km e pernoitamos num posto YPF na entrada de Rio Cuarto.

Sábado, 20/09/08. Diferentemente de ontem, o sol deu o ar da sua graça. Enquanto completava o disel e enchia a caixa d’água, o frentista nos falou de outra possibilidade de caminho até Mendoza. Deixaríamos de lado as grandes retas e subiríamos algumas serras. Com o mapa nas mãos, refizemos a nova rota.
Agora sim começamos a ver a Argentina que sonhávamos.
A paisagem mudou. Aparecerem os primeiros montes nevados. Longe ainda, mas suficiente para os primeiros gritos de euforia.

Rodamos por algumas autopistas.

Ao invés das fazendas de gado, videiras a perder de vista. (estão recém podadas. Daqui uns meses o visual estará lindo).

E vale ressaltar que a simpatia, a educação e a presteza dos argentinos é DEZ. Haviam me falado que eles são assim fora dos arredores de Buenos Aires. Confirmamos também o que nos foi dito: A policia corrupta se concentra somente na Província de Entre Rios.

 Que tal esse estacionamento????

Chegamos a Mendoza no fim da tarde. Tínhamos informação que no Parque General San Martin poderíamos pernoitar. Atravessamos a cidade que de cara nos encantou. Acho que ficaremos mais tempo por aqui.

 

O parque é enorme. São 400 ha. Campo de golfe, hipismo, dezenas de quadras esportivas, ciclovia, universidade, zoológico e muito mais. Só de asfalto são 17 km. Bem no centro do parque fica o Estádio Provincial Malvinas Argentinas, construído para a copa de 78, e para nossa felicidade, um camping ao lado. Para quem pensava que dormiria na rua, estamos agora bem alojados com água e luz no centro de Mendoza.
O camping chama-se: Complexo Recreativo PILMAYKEN - Churrasqueras Del Parque.

As árvores de Mendoza sao irrigadas pelas águas que descem dos Andes através de umas canaletas.

Domingo, 21/09/08. Nada melhor que iniciar a primavera estando em um parque. Fizemos uma boa caminhada e conhecemos o estádio de futebol.

De volta ao camping, centenas de pessoas faziam churrasco. Nós que não estávamos preparados, ficamos apenas no cheiro.

 

Temos como vizinhos o casal chileno Carlos e Helga. Junto com os filhos estão de férias, passeando pela Argentina em um motorhome que trouxeram dos EUA. Passaram-nos muitas dicas do Chile.


Mais uma vez peço desculpas pela falta de respostas aos comentários. Responderei assim que resolver a incompatibilidade da caixa de email com os provedores argentinos, ok?

Pessoal: Na realidade esse blog é um diário. Estamos registrando aqui nosso dia a dia para que no futuro possamos reviver essa grande aventura e também, quem sabe, ajudar quem queira fazer algo similar.
Talvez pela preocupação que tivemos com os pneus,(rodamos muito sem pneu de socorro), minhas palavras passaram a impressão que não estamos gostando. Nada disso. Está tudo maravilhoso. Estamos de corações aberto e tirando tudo de letra.
Relatei com detalhes os episódios com a policia, porque achava que havia exageros quando ouvia tais estórias. Constatei que são reais, mas que em momento algum estragou nosso dia. Até porque o placar está: casalnaestrada 3 x 0 policia corrupta.
Quanto à paisagem, infelizmente o período que estamos aqui coincide com a época das secas. O visual está semelhante ao nosso sertão nordestino e procuramos algo diferente. Gostaríamos de voltar aqui quando estiver tudo verde que, com toda certeza, é linda.

Beijo no coração de todos e continuem viajando conosco.

criado por termac    17:13 — Arquivado em: Sem categoria

18 18UTC setembro 18UTC 2008

DIARIO 33 parte 2

DIÁRIO 33 parte 2

Quarta, 17/09/08. Sabe o que significa: "Após a loma de burro há uma gomaria? " Resposta mais abaixo.

Voltamos à loja de pneus Michelin que havíamos passado ontem. Infelizmente os dois pneus que chegariam hoje, ficaram para amanhã. É que está acontecendo uma greve de advertência dos ônibus intermunicipais. Trocamos somente quatro e encaramos o centro da cidade. Rodamos por algumas avenidas e praças. Córdoba é a segunda maior cidade da Argentina e possui mais de um milhão de habitantes. Observamos alguns prédios bonitos e muita gente nas ruas. Não conseguimos estacionar. Deveremos fazer um city tour amanhã.

Após o quebra-molas há uma borracharia. Simples, não??????? Hahaha.

Quinta, 18/09/08. De taxi fomos ao centro (taxi é muito barato aqui) e fizemos o city tour. Durante três horas, nós, dois casais de chilenos e uma guia, visitamos os principais pontos turísticos da cidade.

Retornamos a revenda Michelin e concluímos a troca dos pneus.
Mais uma noite no posto YPF. Amanhã seguiremos para Mendonza.

Espero que não tenha ficado cansativo a leitura, mas tínhamos de relatar tudo que passamos. Como alerta aos que pretendem viajar por essa região, algumas observações abaixo:

_ Farol aceso sempre. é lei.
_ Cuidado com o combustível. Postos muito distante um do outro.
_ Pontes, viadutos e passarelas com altura máx. 4,10m. No início assusta. Em Córdoba tem algumas com 2,30m.
_ Papel do consulado nos ajudou muito.

OBS. Peço desclupa por não enviar resposta a quem está deixando recado no blog. Por algum motivo que não sei ainda, os emails enviados estão voltando. Assim que descobrir, responderei a todos.

criado por termac    21:24 — Arquivado em: Sem categoria

DIARIO 33 parte 1

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 33 parte 1

Relaxe, esqueça o celular por uns minutos e viaje conosco. Esse diário está longo.

Vamos la então.

Segunda 15/09/08. Esse dia foi longo.
Acordamos cedo. Os primeiros raios de sol iluminavam uma finíssima camada de gelo sobre o gramado.

Enquanto Andréa preparava o interior do MH para nossa saída, completei a caixa d’água, desconectei a TV a cabo e desliguei a energia elétrica. O Barcelos, o Francisco e a Iara acompanharam nossa partida desejando uma feliz viagem e um até breve.

Destino previsto: Santa Fé, Argentina. 410 km.
Após 80 km rodados, faltando 10 km para Salto, fronteira com a Argentina, estouroum pneu. Fora o susto, tudo tranqüilo. Vínhamos devagar. O rodoar tinha “avisado” que estava vazando. Pensei que agüentaria até Salto. Acho que ele ouviu e não gostou quando disse para Andréa que “trocaria os seis pneus assim que entrasse na Argentina.”
Um senhor uruguaio parou e ligou para o socorro e disse que aguardássemos. Enquanto esperava, afrouxei os parafusos, esperei mais um pouco, coloquei o macaco, esperei mais um pouco, tirei o pneu, mais espera, colocamos o outro e tcham, tcham, tcham… troquei meu primeiro pneu de ônibus.

Saímos, demos um giro em Salto e cruzamos a fronteira. Nunca saberemos se o socorro de fato apareceu.
Mais uma vez, muito simples e rápido a imigração e a fiscalização sanitária.

Confesso que estava um pouco tenso em relação à Argentina. Durante a preparação para essa viagem, conversei com várias pessoas e li muitos relatos sobre os problemas com a polícia desse país.

Seremos mais um a ter estórias para contar.
Não rodamos 30 km em solo argentino e já fomos parados. Levaram meus documentos para dentro de uma sala e depois de alguns minutos me chamaram. Falaram que era proibido rodar com o reboque excedendo o pára-choque e que faltavam faixas refletivas, que era uma infração gravíssima, etc, etc, etc…. Saquei o papel timbrado e carimbado do Consulado Argentino (lembram do diário 32???) e falei que qualquer coisa que me pedissem extra aquele papel, era para eu ligar para o consulado. O policial leu, devolveu os documentos e desejou boa sorte e boa viagem.
Casalnaestrada 1 x 0 polícia.

Passado um punhado de quilômetros, no meio do nada, um cruzamento e uma casinha de polícia. Adivinhem?????Parados novamente. Dessa vez foi mais demorado. Mostraram-me uns papeis velho onde se lê que é proibido o reboque. Para resumir: quase uma hora de conversa e após pedirem propina e eu dizer que não havia feito câmbio ainda, que eles poderiam lavrar a multa, mas que eu fotografaria tudo e enviaria para o Consulado, eles aceitaram eu tirar o engate e seguir adiante
Casalnaestrada 2 x 0 policia.

Devido a todas essas paradas, ficamos em Paraná, 30 km antes de Santa Fé. Passamos em algumas lojas de pneus sem nada encontrar, compramos pães e frios e Andréa preparou uma fondue de queijo.
Pernoitamos ao lado de um posto Petrobras no centro da cidade.

Terça, 16/09/08. Cedo novamente estávamos de pé. Como não achamos os pneus, seguimos para Córdoba, 380 km. Cidade grande, com certeza de encontrarmos.
De Paraná para Santa Fé, atravessa-se um túnel subfluvial de três quilômetros sob o rio Paraná. Como saímos cedo e os bancos ainda estavam fechados, não fizemos câmbio e para passar pelo túnel, paga-se $ 13 pesos. Nada de cartão ou outra moeda. Somente pesos argentinos. Resultado: Voltar e cambiar.
Perdemos quase a manhã toda.

Próximo às três da tarde, na entrada de São Francisco, olhamos do lado oposto, um carro no acostamento com placas do Brasil e dois policiais. Andréa comentou: “Estão extorquindo uns conterrâneos.” Atravessamos uns dez a doze semáforos com a maior atenção e parando na maioria deles. Saindo da cidade, uma motocicleta com um policial, encosta ao lado e pede que paremos. Saio do MH e ele de capacete e óculos escuro coloca o celular no viva-voz e diz que o chefe me viu passar com sinal vermelho a uns cinco semáforos atrás. Rapaz….pense na raiva. Afirmei que isso não aconteceu e que era para voltarmos até o local para falar com esse “tal chefe”. Conversa vai, conversa vem, mais uma vez o papel timbrado me ajudou. Falei que faziam isso com brasileiros, que vi o carro do nosso país parado mais atrás e que relataria tudo para o consulado. Daí veio o pedido. Se eu não tinha “plata” para dar ao chefe e seria liberado. Disse que não tinha. E ele perguntou: “nem 10 pesos?????” ( algo em torno de seis reais). Falei que o que tinha era para o pedágio.
Mais uma vez liberado sem pagar nada.
Putz….como se vendem barato.
Casalnaestrada 3 x 0 polícia corrupta.

Chegamos ao fim de tarde em Córdoba. Pernoitamos em um grande posto YPF na entrada da cidade.

Chegamos ao fim de tarde em Córdoba. Pernoitamos em um grande posto YPF na entrada da cidade.

Vale aqui uma observação: Rodamos mais de 800 km nesses dois dias, grande parte pelas RUTAS 14 e 19, e a não vimos ainda nada que enchesse os olhos aqui na Argentina. As estradas são mais estreitas, as cidades que passamos são pequenas, está tudo seco ao lado da rodovia e em alguns momentos parece que estamos no sertão nordestino. Quando as chuvas chegarem ficará mais bonito. 

continua…

criado por termac    20:51 — Arquivado em: Sem categoria

14 14UTC setembro 14UTC 2008

DIARIO 32

Para aqueles que ainda não conhecem ou gostariam de rever a primeira etapa de nossa viagem, é só clicar em:

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Em sete meses, rodamos mais de dez mil quilômetros do Maranhão ao Rio Grande do Sul.

DIÁRIO 32

Pessoal, por falta de espaço no blog anterior, continuaremos aqui o relato da nossa viagem, ok?

Segunda, 08/09/08. Logo cedo fomos ao centro de Uruguaiana para adquirir a famosa carta verde que é um seguro obrigatório exigido nos países do cone sul. Foi muito mais simples e rápido do que imaginava. Depois passamos no Consulado da Argentina e conseguimos em papel timbrado e carimbado, a relação dos equipamentos que os veículos precisam ter para circular nesse país. Providenciamos então uma caixa de primeiros socorros, único item que não tínhamos da relação.
Compramos a revista Viagem e Turismo que acabara de chegar às bancas com a reportagem de capa: “Chile e Argentina”. Acho que é um bom sinal.
Passamos a noite em Barra do Quaraí, 70 km de Uruguaiana, fronteira com Uruguai.

Terça, 09/09/08. Pernoitamos em um posto BR na entrada da cidade com água e luz. A atenção dispensada pelo proprietário, Sr Yuri e seu filho Max, foi dez. Passaram-nos muitas informações sobre o país vizinho e nos cederam internet, já que aqui a TIM não chega.
Para que a fiscalização sanitária não recolhesse o saldo de alimentos que ainda restavam no congelador, fizemos uma farra de salmão e camarão ainda no posto. O Max almoçou conosco.

ESTAMOS NO URUGUAIIIIIIIIIII…

Muito simples e rápido atravessar a fronteira.

Rodamos uns cem quilômetros até as Termas Del Arapey. Muito remendo no asfalto e enormes estâncias com gado e ovelhas ao longo da rodovia.
Arapey é um complexo de piscinas de água quente. Alguns hotéis, supermercado, restaurantes, lavanderia e uma enorme área de camping. É point de muitos proprietários de MH que passam grandes temporadas.
Preenchendo nossa ficha, o atendente perguntou quantos dias ficaríamos. Dois, respondi. Aí ele disse que não anotaria, pois tinha certeza que ficaríamos mais.
Após nos instalarmos (inclusive com TV a cabo e água quente nas torneiras), fomos até a piscina. Uma delícia.

Brasileiros, uruguaios, argentinos e alemães conversando. Às vezes parecia uma Torre de Babel.
Difícil é sair. Dormimos feito pedra.

Quarta, 10/09/08. Caminhamos bastante conhecendo o complexo. Para o almoço, churrasco de cordeiro uruguaio autêntico. Fim de tarde, piscina.

Quinta, 11/09/08. Ta bom demais aqui. Sol durante o dia (22 graus) e frio na madrugada (3 a 5 graus). O atendente acertou: ficaremos até sábado.

Reencontramos o casal Edmundo e Neide que conhecemos em Porto Seguro.

Sexta, 12/09/08. Lembram do churrasco de cordeiro???? A sobra se transformou num delicioso risoto.

Sábado, 13/09/08. Adiamos mais uma vez a nossa saída. Conhecemos muita gente boa e resolvemos passar o fim de semana. Almoçamos no MH dos gaúchos Francisco e Yara um churrasco preparado pelo Barcelos a moda uruguaia. Nada de carvão, somente lenha.

Maria Teresa, Cacho, Amparo, Vitor, Andréa e Pedro.

Assistimos um DVD sobre Piriápolis, cidade do uruguaio Jorge, mais conhecido com “Cacho” (pronuncia-se Cátho) que fica próximo a Punta Del Leste. Iremos lá.

olha o pica pau!!!!!!!!

Domingo, 14/09/08. Sairemos amanhã. Após uma geral no MH, almoçamos no hotel Arapey Termal. Assim que terminar de postar o blog, começaremos a nos despedir dos novos amigos.

Tenham todos uma excelente semana e até a próxima de algum lugar aqui em baixo.

criado por termac    14:24 — Arquivado em: Sem categoria
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